Para as organizações, o tempo é um recurso escasso. É normal ouvir-se, por parte dos colaboradores, que o tempo nunca é suficiente e que é necessário encontrar um método que permita dar resposta a todas as solicitações e prazos.
No entanto, e no que respeita à gestão do tempo, um dos maiores erros é assumir que, seguindo um determinado método à risca é possível dar uma resposta cabal a todas as tarefas e processos pendentes e ainda sobrar tempo para acolher novos desafios.
Na verdade, a conjuntura atual das organizações obriga a que os colaboradores estejam permanentemente ligados a um constante fluxo de informação e comunicação que, conjugado com a necessidade de otimizar a produtividade de cada colaborador, facilmente se percebe que as horas de trabalho por dia não são suficientes.
Vejamos alguns dos sintomas que ajudam a identificar uma ineficiente gestão do tempo:
O facto é que as organizações que observam problemas na gestão do tempo têm, na realidade, um problema de gestão de prioridades. Se alguns dos sintomas acima é pelos colaboradores na sua organização, o mais provável é que as prioridades não estejam a ser corretamente estabelecidas e/ou comunicadas.
Determinar o que deve, ou não, ser feito, e a respetiva ordem de execução, pode representar a mais importante decisão no que respeita à correta gestão do tempo. Uma das formas de suportar esta tomada de decisão é utilizar a matriz da figura acima. Para a utilização da matriz é necessário a classificação das tarefas segundo duas variáveis: importância e urgência.
Após essa classificação, então a ordem de prioridades deve ser estabelecida da seguinte forma:
Definidas as prioridades, importa, então, estabelecer o escalonamento destas e a distribuição das tarefas e projetos pelos colaboradores e equipas. Neste instante é necessário conhecer o tempo que os colaboradores necessitam para a resolução das tarefas e a fila de trabalho de cada um, de modo a estabelecer um escalonamento rigoroso e plausível.
Para que tal aconteça, é necessário o apoio de um sistema de informação. Este software deve ser capaz de registar os tempos gastos por colaborador em cada tarefa realizada na organização, apresentar as tarefas a realizar, identificando as prioridades e estar associado a um sistema de gestão de processos ou projetos.
Assim, uma solução de software que assegure uma correta gestão de prioridades e tempo de trabalho, deve responder aos seguintes macro-requisitos:
Estas funcionalidades podem ser utilizadas por colaboradores, de forma individual ou por equipas, numa abordagem mais colaborativa. De igual modo, algumas organizações podem tirar proveito apenas das funcionalidades de lista de tarefas pendentes e prioridades, e outras podem integrar os seus processos e projetos com a gestão de tempos e prioridades em níveis de complexidade elevados.
Mas seja qual for o modo de utilização, as organizações devem orientar a gestão do tempo dos seus recursos considerando as prioridades das tarefas em mãos, através de ferramentas que disponibilizem dados em tempo real e que forneçam um leque de informação e conhecimento, que permitam uma tomada de decisão no sentido da otimização dos seus recursos.
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